O QUE VISITAR

Igreja de Santiago

e Panteão dos Cabrais

Monumento de traço romântico, foi sofrendo modificações ao longo dos tempos, apresentando alguns elementos góticos e maneiristas. Foi talvez construída em 1240, por intermédio da D. Maria Odil Cabral, por disposição de D. Gil Cabral. No interior do monumento, pode observar-se uma Pietá, em granito e policromática e pinturas murais, pelo menos de duas épocas, encontrando-se vestígios de um tríptico construído por figuras que representam Nossa Senhora, São Tiago (orago) e S. Pedro.

Adossado à Igreja está o Panteão dos Cabrais, ainda em construção em 1483. A renovação deste deve-se a Francisco Cabral, primeiro Alcaide de Belmonte após a Restauração, como a ele se devem alguns dos túmulos renascentistas ali existentes (1630). Situada num dos caminhos portugueses de peregrinação a Compostela, a Igreja de Santiago seria um local, onde os Peregrinos encontravam um conforto espiritual no decurso da sua jornada.

MUSEU DO AZEITE

O principal objectivo deste equipamento, é dar a conhecer ao visitante as técnicas da produção do Azeite e a importância que este teve na economia local.

O Museu desenvolve-se em três pisos, contando no exterior com uma área de lazer, com a preservação de um olival e onde se localizarão a maioria dos suportes informativos, com os seguintes temas: “A Oliveira e a Civilização”, “A Oliveira em Portugal”, “Olivais da Cova da Beira”, “A importância Ecológica do Olival”, “Ciclo anual da cultura da oliveira e produção de azeite” e “Introdução à tecnologia do Lagar de Belmonte”.

Este espaço é multifuncional, pois no seu interior pode funcionar um restaurante panorâmico, que se pretende grande qualidade e uma cafetaria, para além de serem abordados temas ligados à “Explicação do Processo Produtivo Local”, “Tipos de Azeite” e “O Futuro do Azeite – Experiências de Valorização

Ecomuseu do Zêzere

Esta estrutura museológica destina-se a dar a conhecer ao visitante a história do Rio Zêzere e está instalado na antiga Tulha dos Cabrais.

Historicamente os Cabrais foram a mais importante família de Belmonte, grandes proprietários construíram este celeiro em frente ao seu solar tendo ficado a edificação para sempre conhecida como Tulha dos Cabrais.

Directamente assente sobre um afloramento de granítico é uma sólida e sóbria construção de data desconhecida, que terá sofrido no entanto algumas remodelações, a mais evidente das quais ocorreu com a abertura da estrada fronteira à entrada que obrigou à construção das rampas de acesso.

Museu Judaico

A comunidade que, durante séculos, resistiu aos éditos de expulsão dos Reis Católicos, ao decreto de expulsão ou conversão de D. Manuel I, ao olhar vigilante da Santa Inquisição e às penas do seu tribunal, merece ser recordada. Peças da Idade Média ao séc. XX, utilizadas por judeus e cristãos-novos no quotidiano ou nas práticas religiosas, encontram-se neste espaço museológico e acessível aos visitantes.

Foi recentemente alvo de obras de requalificação e está à espera da sua visita.

Museu dos Descobrimentos

O Museu dos Descobrimentos/Centro de Interpretação “À Descoberta do Novo Mundo (DNM)” surge da vontade da Câmara Municipal de Belmonte em dar a conhecer um dos maiores feitos de sempre da História das Descobertas Portuguesas – o Achamento do Brasil.

Este espaço propõe-se dar a conhecer, estudar e divulgar o feito de Pedro Álvares Cabral e a explorar a História da maior nação de expressão portuguesa, que ao longo de cinco séculos construiu-se através de uma extraordinária convivência de culturas.

Visitar o DNM é como fazer uma viagem com mais de 500 anos. É um aproximar à história dos descobrimentos e do Brasil. Por isso esta epopeia foi produzida com o recurso às mais modernas tecnologias e técnicas museográficas de forma a ser entendida e compreendida por todos os públicos, inquietando-os, estimulando-os e dando-lhes a possibilidade de participarem, conhecerem e interpretarem a nossa história.
O DNM é um espaço de sensações e emoções que nos fazem compreender, respeitar, sonhar e viajar. É uma viagem pelo Tempo como nunca o pudemos fazer. Viaje connosco!

Casa da Roda Caria

«Na Casa da Roda de Caria está patente ao público uma exposição sobre Casas da Roda, onde é possível observar alguns objetos utilizados pelos expostos, assim como alguns documentos relativos a crianças enjeitadas do concelho.»

Como quase todas as casas da Roda estava num lugar discreto. O objetivo era garantir o anonimato das mães. Numa das fachadas está uma abertura, com um formato idêntico ao de uma janela e com uma estrutura giratória de madeira de dois patamares. Um para colocar o bebé, outro para os pertences e que permitia à mulher, mais tarde, reivindicar a tutela da criança. Era raro e quando sucedia era festejado com um baile como é ilustrado numa fotografia que está no interior da casa. A maior parte das crianças morriam. A entrega das crianças era costume ser feito durante a noite e no interior da casa estava a ama de leite que era alertada pelo toque de uma campainha.

Museu do Território

«No centro da vila está a Casa da Torre, o paço episcopal dos bispos da Guarda, construída sobre os vestígios remanescentes do castelo de Caria. Esta casa, de grandes dimensões, impõe-se na paisagem urbana da vila, demonstrando o poderio senhorial da diocese que patrocinou a sua edificação.»

A Casa da Torre foi construída no início do século XIV para servir de residência aos Bispos da Guarda. Esta edificação revestia-se do maior significado, uma vez que depois do restabelecimento da antiga diocese da Egitânia, em 1190, foi necessário disputar com a Diocese de Coimbra os antigos territórios da sua jurisdição. Caria era uma das mais importantes povoações da renovada diocese.

Casa Etnográfica de Caria

A Casa Etnográfica de Caria tem como principal objectivo difundir e preservar memórias, com a exposição de vários objectos do passado (como era a cozinha, a sala, os quartos do antigamente?), que de alguma forma marcaram a vida de todos nós.

Pretende-se também conhecer a história de algumas antigas profissões, a riqueza da sua existência e produção, os seus afazeres e o seu valor social e antropológico. Nesta exposição permanente mostram-se ao pormenor as peças e utensílios utilizados pelos carpinteiros, barbeiros e sapateiros nos primórdios do século XX.